Tecnologia será o diferencial nos estádios de 2014

A Copa de 14 deverá transformar os velhos estádios brasileiros em modernas arenas no padrão Fifa, confortáveis, cobertas e dotadas de áreas especiais para convidados e também para eventos culturais, de negócios, religiosos, além do futebol e de outros esportes.

A previsão vale para os 12 estádios que receberão os jogos de 2014, mas também para dezenas de novos equipamentos esportivos em projeto e construção em várias cidades do País, como Aracaju, Florianópolis, Belém, Vitória, Campinas, São Paulo, Natal e Rio de Janeiro, entre várias outras localidades.

Telão no estádio do Dallas Cowboys, nos EUA.

Mais do que construções imponentes, as novas arenas deverão ser espaços multimídia, dotadas dos mais avançados sistemas de som e imagem, além de dados e recursos de telefonia. Essa é a tendência mundial apontada por Alexandre Novakoski, diretor da Seal Telecom, empresa especializada em soluções de automação e interatividade para ambientes como estádios, aeroportos, metrôs, hotéis e teatros.

Ele acredita que, em termos de novidades, o que veremos não deve diferir tanto do que se viu no evento da África do Sul, que já trazia grandes avanços tecnológicos. O que já seria muito, considerando a infraestrutura atual dos estádios nacionais. A expectativa é por estádios confortáveis, seguros, equipados com sistemas que garantam som claro, boa iluminação, além de mais tecnologia, como o uso de ingressos marcados com “digital signage“, a exemplo do que já existe lá fora. Novakoski avalia que “além de ser exigência da Fifa, uma nova infraestrutura para os estádios brasileiros é também – antes de mais nada – um anseio do próprio público”, afirma.

Integração e Interatividade

Para oferecer soluções integradas e interatividade, a Seal Telecom firmou parceria com as empresas Harman (sonorização), Biamp (processamento de áudio), Sony (câmeras, monitoramento de painéis digitais) e Barco (paineis led). A ideia é permitir pré-programar, e fazer o processamento e controle por central de sistemas de sonorização, vídeo, elétrico e de segurança, de modo a atender a vários cenários: shows, jogos, festas de formatura ou outros usos que as arenas possam ter.

Isso implica um planejamento complexo e detalhado, com softwares de simulação e técnicas apuradas. “A vantagem é o uso dos equipamentos nas quantidades adequadas, com mais economia de recursos”, explica Novakoski.

Novas Tecnologias

Entre as novidades, os estádios da Copa de 14 poderão contar com painéis digitais LCD e LED, LCD interativo, sistemas de proteção antivandalismo, e telas com qualidade de full HD. Os próximos anos não reservam muitas inovações na área de áudio, que está muito evoluída, diz Novakoski. Já a internet e a TV digital, com equipamentos móveis e tecnologia 3D, se não faltarem investimentos, farão a diferença nos estádios da Copa de 14, aposta.

Já tecnologias mais “futuristas”, como a telefonia 4G e grandes projetores holográficos, por exemplo, ainda estão em desenvolvimento e devem demorar um pouco mais. “Os sistemas holográficos ainda ficariam muito caros para a realidade de qualquer país e demanda técnicas mais apuradas. Quanto à telefonia 4G, que está em testes no Japão e na Coreia, há uma possibilidade remota de sua chegada ao Brasil até 2014″, revela o técnico.

A Seal Telecom está preparada para dotar os estádios de recursos como o monitoramento eletrônico de imagens, digital signage (ingressos marcados digitalmente) e a sonorização de ambientes. Para equipar um estádio de médio a grande porte, o custo médio aproximado é de R$ 30 a 50 milhões, ou, de sete a dez por cento do valor da construção.

Alexandre Novakoski: tecnologia para a sustentabilidade das arenas (Foto: Divulgação).

“É um investimento no sentido da sustentabilidade. Porque estádios preparados com aparatos tecnológicos mais avançados abrem novas perspectivas de uso, como arenas usadas não só para o futebol, mas o entretenimento, para shows e grandes eventos”, conclui Novakoski.

Fonte: Portal 2014.

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