Sobre o marketing invisível – por Rafael Bunese

Rafael Bunese*

Seu objetivo é atingir os consumidores sem parecer ser uma informação comercial. O exemplo clássico disso é o uso de atores ou formadores de opinião contratados para falar bem de um determinado produto sem que as pessoas percebam que ele está sendo pago, ou recebendo algo em troca para isso.

Você realmente acha que aquele artista que viu no shopping cheio de sacolas de uma única loja realmente comprou tudo aquilo?

Recentemente foi feito o filme “Amor por Contrato” (o título original é The Joneses) que se baseia em um estilo de vida perfeito de uma família e que tratou de marketing invisível.

Para resumir os fatos, essa família perfeita se muda para uma nova cidade para morar em uma casa luxuosa e, por causa da vida confortável que levam e do carisma deles, rapidamente viram exemplo para a vizinhança, que passa a sofrer uma influência praticamente subliminar.

E ao final do filme, se descobre que essa família tão perfeita foi na verdade formada por profissionais especializados em vendas, formada por uma empresa.

A arma mais poderosa do marketing invisível é o apelo humano que ele possui. Se o consumidor não souber que se trata de algo simulado, a naturalidade com que se pode promover certo serviço ou produto torna tudo muito convincente.

Todo mundo já sofreu a influência do marketing invisível.

Em minha opinião, marketing invisível é logro, completamente antiético e negativo, visto que ninguém gosta de ser enganado e a relação entre empresa e cliente tem que ser sempre baseada na confiança.

Essa estratégia não contribui nem mesmo na construção da marca. Podem imaginar a perda de credibilidade de uma empresa se ela pratica algo deste tipo e é descoberta?

No fim das contas, em sua opinião o marketing invisível é ético? Ou uma maneira de enganar o consumidor? Você faria?

Rafael Bunese tem pouco mais de dez anos de experiência na área de Marketing e Comunicação. Trabalhou em empresas como SPCOM, TVMED, Hubert, Qualcomm e Suzano. Graduado em Comunicação pela ESPM, com especialização em Administração de Negócios pelo Insper e Gestão de Projetos pela FGV, atua há mais de cinco anos na SKY e ministra aulas de Logística, Marketing, Vendas e Atendimento ao Cliente nos cursos livres do Senac. Além de colunista do Trade Inteligente, é editor do blog Playful Perspective (marketing, inovação, criatividade, entre outros).

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