Estudo

Brasileiros foram a quase 3 shows em 2024, aponta pesquisa patrocinada pelo Promoview

Ao longo do ano passado, o público brasileiro dedicou-se a incorporar mais eventos musicais em sua rotina

Os fãs brasileiros da música compareceram a 2,57 festivais e 2,38 shows no ano passado, em média, de acordo com novos dados divulgados pelo estudo Panorama Mapa dos Festivais 2024, patrocinado pelo Promoview.

As informações servem para ressaltar o volume de engajamento do público nacional quando o assunto é música: seja shows unitários, como as apresentações de Bruno Mars e (logo menos) Lady Gaga; ou festivais com lineups robustos, como o Lollapalooza e o The Town, é certo que a bandeira verde-amarela estará lá.

Entre “nenhum” e “mais de 6”, brasileiros em shows sinalizam oportunidades para marcas

Gráfico da pesquisa Panorama Mapa dos Festivais 2024, que mostra a frequência de participação dos brasileiros em shows e outros eventos musicais
Imagem: Panorama Mapa dos Festivais 2024/Divulgação

De acordo com os dados da pesquisa, o número médio de “quase três” pode marcar um crescimento de interesse às marcas. É sabido que os brasileiros tendem a ser facilmente engajados em redes sociais, e ativações em festivais e shows costumam levar esse aspecto jovial em mente.

No ano de 2024, isso ficou ainda mais evidente: em meio a realizações como Rock in Rio e Lollapalooza, os respondentes do estudo afirmaram ter ido a até seis oportunidades musicais no país. Embora estes representem a menor parte das informações, o número ainda é expressivo, se considerarmos demandas de logística e preços de ingressos.

  • Festivais
    • Mais de 6: 1%
    • 6 festivais: 2%
    • 5 festivais: 7%
    • 4 festivais: 8%
    • 3 festivais: 18%
    • 2 festivais: 26%
    • 1 festival: 35%
  • Shows
    • Mais de 6: 6%
    • 6 shows: 3%
    • 5 shows: 5%
    • 4 shows: 9%
    • 3 shows: 14%
    • 2 shows: 20%
    • 1 show: 30%
    • Nenhum: 2%
  • Brasileiros querem estruturas engajadoras em festivais

    Imagem de aglomeração da plateia de brasileiros durante um dos shows do The Town, em 2023
    Imagem: The Town/Divulgação

    “A gente sabe que festival tem perrengue, mas boa infraestrutura é hoje o fator mais decisório para escolher ir a um festival — com o dobro da importância de ‘ter meu artista preferido’ e até mesmo o ‘preço do ingresso’”, diz trecho da pesquisa.

    A premissa indica que, mais até do que o line up de um festival, ou qual artista comanda o show, os brasileiros comparecem a eventos musicais pela experiência — e é neste ponto que o potencial para marcas se destaca.

    Somente no Lollapalooza deste ano, mais de 20 marcas montaram estandes e alavancaram ativações para o público que compareceu ao festival no Autódromo de Interlagos.

    Além disso, ainda em 2025, já estão marcadas ocasiões para todos os fãs da música: shows singulares incluem System of a Down, Lady Gaga e Linkin Park, para citar alguns exemplos, enquanto o já mencionado The Town terá nova edição em setembro.

    Neste aspecto, as marcas podem se destacar com diversas ações de relacionamento.

    Rafael Arbulu

    Redator

    Jornalista há (quase) 20 anos, passeando por editorias como entretenimento, tecnologia e negócios, sempre com um olhar crítico e praticamente nostálgico. Por toda a sua carreira, sempre buscou detalhar desde as tendências mais disruptivas do mercado até as curiosidades culturais que desafiam a lógica do "só porque é novo, é melhor". Fã de vinis, cervejas especiais e grandes sagas literárias, ele traz para os textos doses generosas de referências pop – mas sem esquecer que, no universo corporativo, até o lado B precisa fazer sentido.

    Jornalista há (quase) 20 anos, passeando por editorias como entretenimento, tecnologia e negócios, sempre com um olhar crítico e praticamente nostálgico. Por toda a sua carreira, sempre buscou detalhar desde as tendências mais disruptivas do mercado até as curiosidades culturais que desafiam a lógica do "só porque é novo, é melhor". Fã de vinis, cervejas especiais e grandes sagas literárias, ele traz para os textos doses generosas de referências pop – mas sem esquecer que, no universo corporativo, até o lado B precisa fazer sentido.