Nada de pulseirinha

Lollapalooza abandona pulseiras cashless em favor de maquininhas inteligentes da Cielo

Empresa será o meio oficial de pagamentos para a compra de produtos durante o festival

São Paulo e São Paulo - Um detalhe que mudou entre as edições do Lollapalooza de 2024 para 2025 foi o meio de pagamento: um comunicado da Cielo avisa que a empresa será o meio oficial de transações de produtos oferecidos dentro do Autódromo de Interlagos, onde o festival será realizado.

Ano passado, o formato mais usado foi o de pulseiras de pagamento – ou “cashless”, no jargão tecnológico – mas parece que a medida não fará seu retorno este ano.

Cielo promete mais de 3 mil maquininhas para o Lollapalooza em 2025

Imagem de uma plateia cheia durante show do Lollapalooza 2024
Imagem: Lollapalooza/Divulgação

De acordo com a Cielo, o Lollapalooza deste ano contará com milhares de máquinas disponíveis para coletar pagamentos em transações comerciais. Os modelos do tipo Lio On, que prometem maior inteligência no processamento dessas ações, oferecem formatos de pagamento por aproximação, além do formato convencional de inserção do cartão e digitação de senha.

Além disso, a Cielo também assina a área “Lolla Comfort by Bradesco e Cielo”, uma estrutura de 5,6 mil metros quadrados (m²) com banheiros, guarda-volumes, bares para alimentação e consumo, além de setor de descanso à sombra.

Imagem de uma ativação da Cielo que estará presente no Lollapalooza 2025
Imagem: Cielo/Divulgação

Nessa mesma área, uma ativação gamificada — uma espécie de jogo da memória — permitirá que participantes concorram a brindes como óculos de sol, protetores de sapatos e bottons variados para decoração: “a atividade reforça o conceito de ‘juntar forças’ por um propósito comum e simboliza esse engajamento entre Bradesco e Cielo, situação que ficará na memória das pessoas e deve permear ao longo de 2025”, diz Thalita Martorelli, diretora de Marketing da Cielo.

Além desta, uma segunda ativação, em conjunto com o Bradesco, permitirá ao público interagir com um caixa eletrônico (ATM machine) com uma máquina de cartão da Cielo na lateral. Ao retirar um cartão da máquina, o usuário poderá ganhar pontos que poderão ser trocados por uma água saborizada no Acqua Bar. O descarte dessa água, por outro lado, renderá brindes ao consumidor.

Vale lembrar que, no ano passado, a Cielo também disponibilizou suas máquinas de cartão no Lollapalooza. No entanto, o formato era mais uma segurança que uma via prioritária, já que as pulseiras de pagamento cashless tomaram prioridade pela conveniência.

Por que as pulseiras de pagamento foram trocadas pelas maquininhas?

Imagem das pulseiras de pagamento cashless usadas pelo Lollapalooza até 2024
Imagem: Lollapalooza/Divulgação

Antes de ser trocada em definitivo pelas máquinas da Cielo, a pulseira de pagamento – ou “pagamento cashless” – vinha sendo usada pela organização do Lollapalooza desde 2017. Na edição brasileira do festival, o Bradesco era o fornecedor do recurso, que basicamente consiste de uma pulseira vestível com um código de barras a ser lido por quem faz a cobrança por uma compra.

No entanto, a divulgação da Cielo reforçou algo que já vinha sendo divulgado pelo Lollapalooza desde fevereiro: para este ano, as pulseiras de pagamento não seriam utilizadas.

Embora a organização do evento não tenha oferecido um motivo para essa troca, isso provavelmente se deu pelo fato de que as pulseiras não eram usadas apenas para pagar compras, mas também eram atreladas ao ingresso comprado pelo espectador do festival. Em 2025, o ingresso do Lollapalooza mudou para o formato digital, por meio de QR Code, efetivamente removendo uma das funções da pulseira.

Dada a presença das máquinas de cartão da Cielo, é seguro especular que o Lollapalooza tenha pensado que a continuidade das pulseiras fosse redundante. Em outras palavras, essa pode ter sido uma decisão puramente logística.

Vale lembrar que, desde a sua estreia no Brasil, o Lollapalooza já teve quatro modais de pagamento: cartão (2012-2013), papel (2014-2016), pulseira (2017-2024) e, finalmente, QR code (2025 em diante). A mudança deste ano, no entanto, não é bem uma surpresa: a Rock World, que produz o Lollapalooza no Brasil, já vinha adotando o novo formato em outros festivais sob sua gestão.

Rafael Arbulu Redator
Redator
Jornalista com (quase) 20 anos de experiência cobrindo tecnologia, entretenimento e negócios, e especialista em conteúdo SEO.