Valorização do cinema nacional

Cinemateca Brasileira recebe R$ 5 milhões de aporte da Netflix

Valor viabilizado pela Lei Rouanet será usado na reforma da Sala Oscarito, na sede da marca

Um aporte de R$ 5 milhões foi destinado pela Netflix à Cinemateca Brasileira, informaram as marcas nesta quarta-feira (2). O valor, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura (vulgo Lei Rouanet), será usado para restaurar a Sala Oscarito de projeções, dentro da sede da instituição paulista.

Segundo ela própria, a Cinemateca Brasileira detém o maior acervo audiovisual da América Latina, realizando atividades de restauração e divulgação de materiais midiáticos, com mais de um milhão de documentos relacionados ao cinema nacional e estrangeiro. 

Reforma da Sala Oscarito é prioridade da Cinemateca e da Netflix

Imagem da Sala Oscarito, estrutura da Cinemateca Brasileira que será reformada com aporte da Netflix
Imagem: Cinemateca Brasileira/Divulgação

Inaugurada em 5 de novembro de 1997 no galpão II do antigo Matadouro, a Sala Oscarito acomoda 104 assentos (incluindo 1 extragrande) e 3 vagas para cadeiras de rodas. Em 2005, reformou-se a sala para aprimorar a imagem, o som e a acessibilidade, reabrindo em março de 2006.

Em outras palavras, já se passaram 20 anos desde a última revitalização do espaço:

É uma alegria contribuir para a revitalização de um espaço tão importante para a história do cinema brasileiro. Preservar a memória audiovisual é fundamental para manter viva a cultura brasileira, garantindo que as futuras gerações conheçam e valorizem a riqueza de seu cinema”, disse Elizabetta Zenatti, VP de Conteúdo da Netflix para o Brasil.

“A Netflix sempre apoiou e seguirá apoiando o cinema nacional, investindo em tecnologia, infraestrutura e, principalmente, em histórias que refletem a diversidade e o talento do nosso país.

Elizabetta Zenatti, VP de Conteúdo da Netflix para o Brasil

Além da reforma da Sala Oscarito — que contará com um novo sistema de climatização e modernização de instalações — o dinheiro do aporte da Netflix será usado pela Cinemateca no aprimoramento de processos de conservação de acervos.

Rafael Arbulu

Redator

Jornalista há (quase) 20 anos, passeando por editorias como entretenimento, tecnologia e negócios, sempre com um olhar crítico e praticamente nostálgico. Por toda a sua carreira, sempre buscou detalhar desde as tendências mais disruptivas do mercado até as curiosidades culturais que desafiam a lógica do "só porque é novo, é melhor". Fã de vinis, cervejas especiais e grandes sagas literárias, ele traz para os textos doses generosas de referências pop – mas sem esquecer que, no universo corporativo, até o lado B precisa fazer sentido.

Jornalista há (quase) 20 anos, passeando por editorias como entretenimento, tecnologia e negócios, sempre com um olhar crítico e praticamente nostálgico. Por toda a sua carreira, sempre buscou detalhar desde as tendências mais disruptivas do mercado até as curiosidades culturais que desafiam a lógica do "só porque é novo, é melhor". Fã de vinis, cervejas especiais e grandes sagas literárias, ele traz para os textos doses generosas de referências pop – mas sem esquecer que, no universo corporativo, até o lado B precisa fazer sentido.